Sobre

HISTÓRICO DO FESTIVAL

As Satyrianas teve início com o nome de “Folias Teatrais”, um evento em saudação à primavera. Em 1989, Os Satyros, então uma jovem companhia, manteve o Teatro Bela Vista que administrava aberto ininterruptamente durante 4 dias e 4 noites. Aquela edição histórica pontuou a resistência da cultura naquele difícil momento nacional. Durante o evento, Os Satyros receberam, em seu espaço, centenas de artistas de diversos lugares do país, das áreas de artes plásticas, teatro, dança, música, jornalismo e literatura.

Desde a sua chegada à Praça Roosevelt, em 2000, o grupo realiza, no início da primavera, a maratona cultural que, durante 78 horas ininterruptas, oferece inúmeras atividades artísticas de acesso livre, com entrada gratuita ou ao valor de ingresso consciente (“pague o quanto puder”), aos moradores da cidade. 

Em suas últimas edições, as Satyrianas contou, em média anual, com a participação de mais de 5 mil artistas, ofereceu 600 atrações e atingiu um público de cerca de 50 mil espectadores.

A partir de 2009, o evento passou a integrar o Calendário Oficial do Estado de São Paulo, pela lei 13.750/09. 

No ano de 2013, Os Satyros receberam o Prêmio Shell na categoria Inovação, “pela projeção, permanência e abrangência do evento ‘Satyrianas’ na condição de fenômeno histórico-artístico e social”. O festival também rendeu à Companhia, em 2007, o Prêmio Especial da Crítica da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e, em 2014, o Prêmio Aplauso Brasil na categoria Destaque.

Em 2019, as Satyrianas comemoraram os seus 20 anos de existência, consolidando alguns de seus inúmeros projetos: o Satyricine, que traz, para o festival, filmes, curtas e documentários alternativos fora do circuito tradicional; o Autopeças, que traz peças curtas apresentadas em veículos automotivos, parados ou em circulação; Ouvi Contar, que traz leituras dramáticas em apartamentos; e, finalmente, o Dramamix, que traz novos textos de dramaturgos consagrados ou novas apostas, encenados por grandes diretores e atores do teatro brasileiro.

O objetivo do festival era disseminar o acesso à cultura e às artes por toda a cidade, porém, já ganhou caráter internacional. Nos últimos anos, as Satyrianas recebeu artistas e espectadores de diversos estados brasileiros, com mais frequência do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina, Bahia e Amazonas; além de intercâmbios culturais promovidos pelo evento com instituições da Suécia, Finlândia, Portugal e Croácia. 

Em 2012, o festival virou filme nas mãos dos diretores Otávio Pacheco, Daniel Gaggini e Fausto Noro, que homenagearam o evento, já considerado um dos mais importantes da América Latina, no docuficcional “Satyrianas, 78 Horas em 78 Minutos”. O longa, que foi lançado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, traz depoimentos de nomes como Aimar Labaki, Zé Celso Martinez, Marici Salomão, Rubens Ewald Filho, entre tantos outros, acerca do Festival. 

As atividades que compõem a programação do festival são organizadas por curadorias especializadas em cada setor (teatro, dança, cinema, circo, performance, música e projetos especiais), além de convites direcionados, o evento abre inscrições  por chamamento público a cada edição. 

Já participaram do evento, diversas personalidades das artes cênicas, música, literatura e cinema, como: Paulo Autran, Contardo Calligaris, Mariana Ximenes, Antônio Fagundes, Raul Cortez, Bárbara Paz, Maria Adelaide Amaral, Gianfrancesco Guarnieri, Débora Bloch, Diogo Vilella, Xuxa Lopes, Elias Andreato, Silvia Popovic, Eliane Robert Moraes, Moacyr Góes, Zé Renato, Guilherme Weber, Lauro César Muniz, Ney Matogrosso, Laís Bodanzky, Thiago Fragoso, Barbara Bruno, Marcelo Rubens Paiva, Ana Cañas, Petrônio Gontijo, Rubens Ewald Filho, Karina Buhr, Gero Camilo, Walcyr Carrasco, As Baías, Cynthia Falabella, Sérgio Guizé, Tulipa Ruiz, Mika Lins, Zé Celso Martinez, Rubens Rewald, José Carlos Machado, entre outros.

A programação acontece em diversos espaços culturais da cidade de São Paulo, com base instalada na Praça Roosevelt, que se tornou grande polo e referência de desenvolvimento artístico. 

 


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