Diálogos

DIÁLOGOS – Crítica Imediata

“O tempo do elevador na SP Escola de Teatro é lento, mas não muito. Só que tem de ser o suficiente. Essa é a provocação. Quando alcançarem o térreo, os artistas poderão ler uma crítica sobre a cena que acabaram de fazer uns dez ou quinze minutos antes? Isso é uma loucura, escuto desde o primeiro ano dos Diálogos, em 2010. Este será o nosso sétimo seguido. E se escrever não é simples, nas Satyrianas o desafio é infinitamente maior. Buscamos tornar a crítica um reflexo imediato e conciso daquilo que assistimos. Por isso o Diálogos tornou-se Crítica Imeditata. Queremos a conversa, o outro, o encontro, o olhar em seu instante primeiro, sem disfarce, sem desculpas. As resenhas estarão no facebook da revista Antro Positivo, lá você poderá acompanhar nossas percepções de todo o Dramamix e o que mais der tempo. Sabemos, quase sempre o elevador chega antes. Mas e daí? Nós tentaremos vencê-lo com nossas ousadias. Então libere a escada pros malucos que descem correndo, saltando os degraus, e se puder, disfarce e segure um pouco a porta do elevador depois de entrar e assim nos ofereça alguns minutos mais. Contamos com você.”

IDEALIZAÇÃO

Revista Antro Positivo

 

COORDENAÇÃO

Ruy Filho

Tem sido um exercício de despojamento absoluto esse processo de escrever imediatamente após os espetáculos. Algo generoso e arriscado que se funde em um processo de mergulho radical em cada obra assistida. A revista Antro Positivo amplia e profissionaliza o mecanismo dessa outra qualidade de escrita crítica e cada vez mais a torna linguagem, percorrendo os principais festivais do país. Tudo começou aqui, nas Satyrianas. Então, a cada ano, voltamos como quem volta para casa em busca de novas inspirações. E todos os anos isso tem acontecido de modo sempre surpreendente e fundamental.

RESENHISTAS

 

Ana Carolina Marinho
Natural de Natal-RN. Em 2011, migrou para São Paulo para estudar Atuação na SP Escola de Teatro. Integra o Coletivo Estopô Balaio, no qual desenvolve há cinco anos uma residência artística no bairro Jardim Romano. Escreve para a Revista Antro Positivo cobrindo festivais de teatro, como resenhista na Crítica Performativa e no Coletivo Antro Diálogos. Integrou o elenco dos longas-metragens “Hamlet” e “Fome” de Cristiano Burlan. Tem se aventurado na escrita de roteiros para cinema e o seu último, “A mãe”, foi selecionado para o 7o Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting.

Claucio André
Claucio, com C e com C, já foi Glaucio, Claudio, Clessio, sempre dependendo da criatividade do corretor automático ou do revisor de conteúdo. Também já foi redator publicitário por uns anos antes de converter-se ao teatro. Formado em Artes Cênicas na Unicamp, desde 2010 colabora no coletivo de críticas Antro Diálogos, incluindo aí cobertura de outras Satyrianas e o MIT-SP. E que a experiência não engane, pois vai buscar sempre um olhar específico e inusitado, seja a obra um Shakespeare de cia. amadora ou a Lady Gaga de abacaxi e projetor.

Luiza Novaes

Luiza Novaes disse roda como primeira palavra daí, aprendeu a dançar, escrever e viver. Atualmente organiza o arquivo da Hilda Hilst, faz doutorado em antropologia e curso de canto. Se alinha subindo no trapézio e escrevendo críticas pra satyrianas.

Marcio Tito 

Dramaturgo e diretor no Coletivo Tragedia Pop de Teatro. Com o grupo estreou ” Roberto e a Filologia das Estrelas”, ” Macumba Pop para Edward Snowden” e outras. Entre 2015 e 2016 foi premiado como autor no Concurso Nacional de Indaiatuba e no Concurso Nacional oferecido pelo Instituto da Memória. É formado dramaturgo pela SP Escola de Teatro e como ator estreou mais dez montagens, dentre elas a multipremiada Roberto Zucco, com direção de Rodolfo Garcia Vázquez, 2013.

Maria Teresa Cruz

Não sei o que me define. Às vezes penso que sou muitas e sou nenhuma. Um paradoxo ambulante permeado pela dúvida. Ainda bem que a dúvida é o que move. Uma eterna busca por conseguir fazer aquilo que faz sentido, ao menos para mim. Se eu sonho? Muito. Se eu acredito? Sempre. Se eu enlouqueço? Aqui, acolá. Gosto muito de uma frase do Guimarães Rosa: “A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.


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